segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Resolução da Anvisa mantém veto a cigarro com sabor e libera açúcar


Está pronta a nova versão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso de produtos como canela, menta e cravo nos cigarros consumidos no Brasil. O texto, que será distribuído hoje (06) aos diretores para análise, mantém o veto à adição de produtos ao tabaco, mas abre exceção para o açúcar. Ele poderá ser usado, por pelo menos mais um ano, quando o assunto será retomado.

A proposta também estabelece um prazo para interrupção da fabricação e comercialização dos cigarros com demais aditivos. A minuta da nova resolução deverá ser votada em breve pela Anvisa. O diretor da agência, José Agenor Álvares da Silva, quer que o assunto seja incluído na reunião pública marcada para dia 14. "É um tema de grande interesse. É importante garantir a transparência", disse.

A versão que será discutida é mais branda que o texto original, colocado em consulta pública em novembro de 2010. A primeira proposta previa a retirada de todos aditivos, incluindo o açúcar. A sugestão seguia os princípios da Convenção Quadro do Tabaco, um acordo internacional com regras para prevenção e combate ao tabagismo do qual o Brasil é signatário.


Atração
A adição de produtos como chocolate, baunilha ou menta, afirmam especialistas, é uma das principais estratégias da indústria para incentivar o jovem a experimentar o cigarro. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, 45% dos fumantes de 13 a 15 anos consomem cigarros com sabor. Mesmo sendo um compromisso do País, a proposta provocou uma ruidosa reação da indústria do tabaco.
O setor argumentava que a restrição colocaria em risco a subsistência de famílias que se dedicam à cultura de um tipo de fumo, o Burley. A justificativa era a de que esse fumo, durante o processo de secagem, perde grande quantidade de açúcar e a adição seria apenas uma estratégia para garantir o sabor perdido. "Não se trata de um recuo. Apenas ouvimos as sugestões apresentadas na consulta pública e fizemos alguns ajustes", disse Álvares da Silva, da Anvisa.

Prazo
A proposta do diretor da Anvisa é que o assunto seja avaliado por um grupo de trabalho durante um ano. Terminado este prazo, a adição do açúcar seria novamente debatida. "Não queremos prejudicar os agricultores. Com esse prazo estendido, todas alternativas serão debatidas com cautela." A minuta apresentada hoje aos diretores é fruto de várias discussões feitas por uma equipe técnica da Anvisa. Junto com a proposta de um novo texto da resolução, será encaminhado o relatório técnico - com subsídios para que diretores tomem a decisão no dia da votação.

Na Anvisa, há registro de cinco marcas de fumo Burley que dispensam a adição de açúcar. "Um sinal de que a tecnologia existe. Mas é preciso verificar como isso pode ser aplicado." De 2007 a 2010, o número de marcas de cigarros com sabor cadastrados na Anvisa passou de 21 para 40.

Fonte: O Estado de S.Paulo

De olho na nossa caipirosca

O Brasil se torna o mercado com maior crescimento no mundo e ganha prioridade nos investimentos da vodca Sueca Absolut




Há uma novidade cristalina descendo pela garganta do brasileiro. É a tradicional bebida russa vodca, que, misturada com limão e açúcar, cria um drinque que acertou em cheio o gosto local: a caipirosca. Com isso, o destilado se tropicalizou. Tanto que a marca sueca Absolut registrou crescimento de 37% no Brasil em 2011. No mundo, o avanço ficou em apenas 6%. O resultado representou a maior elevação global e transformou o País no principal mercado para a marca após os Estados Unidos, em volume de vendas. “O mercado no Brasil está passando por um processo de amadurecimento”, disse à DINHEIRO Philippe Guettat, presidente mundial da Absolut.

“O crescimento econômico do País está fazendo com que o brasileiro melhore o seu mix de bebidas na direção dos produtos premium, o que nos favorece.” Contrariando a convicção generalizada de que vodcas de excelência têm origem apenas na Rússia, a Absolut nasceu na gélida cidade de Ahus, na Suécia, em 1879. Desde 2008, pertence ao grupo francês Pernod Ricard. O quartel-general, no entanto, permanece em Estocolmo, na Suécia. A compra pelos franceses catapultou a Absolut, que hoje é a vodca líder mundial no segmento mais elitizado do mercado, com vendas anuais próximas dos 100 milhões de garrafas.


Sozinha, ela representa quase um quinto de todas as unidades comercializadas pelo grupo francês, que também detém outras marcas peso-pesadas como os uísques Chivas Regal e Ballantine’s e o vinho australiano Jacob’s Creek. No total, a Pernord Ricard fatura € 7,6 bilhões por ano e está presente em 70 países. No mercado brasileiro, é justamente na faixa de mercado formada por produtos feitos a partir de processos de fabricação mais sofisticados e com preços superiores que reside a aposta da marca para manter o ritmo de expansão em 2012. “Vamos focar no segmento premium”, diz Guettat, que atua no grupo há mais de 20 anos e dirige as operações da marca desde 2009.

“Queremos crescer novamente acima dos 30%.” O executivo não fala em números específicos de faturamento no Brasil, mas afirma que as Américas representam cerca de um terço da renda da Pernod Ricard. Apesar da atitude reservada na parte financeira, Guettat garante que a posição atual torna o País uma prioridade mundial para o grupo, o que irá gerar um “investimento forte em propaganda, especialmente na televisão e na mídia impressa”. Colin Kavanagh, diretor de marketing da Pernod Ricard Brasil, é mais específico em seu alvo: as mulheres. “Elas estão migrando do uísque para a vodca”, afirma. Um dos primeiros passos do investimento em marketing é o lançamento da edição limitada Absolut Rio.

Até março, a bebida circula apenas em território brasileiro. Depois, passa a ser distribuída em pontos de venda nos Estados Unidos. Cidades como Nova York, Los Angeles e Nova Orleans já tiveram edições parecidas – algumas criadas por nomes de peso global como Andy Warhol e Damien Hirst. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a ganhar uma garrafa exclusiva, criada pelo estilista Oskar Metsavaht. O sabor da vodca também será alterado. Ele terá um combinado de frutas como manga, laranja e maracujá, tropicalizando ainda mais a tradicional bebida vinda do frio.

Fonte: Revista Isto É Dinheiro

Fonte: http://www.abrasel.com.br/index.php/component/content/article/7-noticias/1108-060212-de-olho-na-nossa-caipirosca.html